
Faz uns dias que recebi uma visita especial, quando o tal Moleco Viajante finalmente resolveu aparecer por aqui. Uma surpresa pra lá de boa, não só pelos presentinhos que vem junto (dois Molecos lindos – um a minha cara – e uma caneta ótima!). Abrir o tão conhecido caderno ecológico e passar página por página foi tipo… incrível. E juro que não é exagero. O Moleco já tinha ido para muitos lugares, foi tocado por várias pessoas e veio cheio de desenhos lindos e textos bacanas.
Fiquei apaixonada, mas confesso que passado o encantamento inicial (e as incontáveis vezes que mostrei para minha mãe T-O-D-A-S as páginas já preenchidas) pensei: e agora?! O que eu, que não sei desenhar, não faço poesia desde os meus 13 anos e to numa crise danada de falta de inspiração, vou deixar registrado? Tanta coisa inspiradora que bateu o vazio.
As páginas em branco (na verdade, amareladas – aquela cor legal do bom papel reciclado) ficaram assim por vários dias. Até que, mais uma vez, recebi um dos desenhos do meu irmão. Já faço coleção – ele me presenteia quando to triste, quando me vê conquistando alguma coisa legal no trabalho ou quando simplesmente sente vontade de desenhar. Foi batata! Dei o caderninho para ele.

O riscado abstrato pode parecer assim sem sentido para quem vê à primeira vista. E até são. Mas são inúmeros desenhos assim feitos por ele. Sempre do mesmo jeito: traços parecidos e cores fortes em combinações diferentes. Com tantos que tenho, já até brinquei que dá para montar uma exposição – e se algum artista quiser fazer uma montagem ou juntar tudo num quadro, passa o contato aí!
Na hora de explicar a participação especial, não teve jeito. As cores me inspiram, mas é a presença dele que dá razão à vida de toda a minha família. Ou que tira toda a nossa razão e nos deixa assim tão sensíveis, emotivos, apaixonados, irracionais e completos. Bobos por ele!

O post para registrar a visita do Moleco Viajante também é para dizer, mais uma vez, que o artista que tenho em casa é mais do que especial. Com clichê (adoro falar isso, eu sei) ou sem, o Down mais lindo do mundo é uma figura. Alguém que colore as páginas em branco e um pouco da vida meio cinza que, às vezes, todos nós levamos.
P.S. Muuito obrigada a todos da equipe do Moleco – especialmente você, Vê! E ah, faltou um Minas Gerais na montagem aí de cima, hein?!
Postado por Laila Hallack às 20:17
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