coruja
dom 19

Tudo junto

fevereiro 2012

Voltei de NYC, 2011 já terminou e 2012 já tá dando o que falar. Tanta coisa e tudo junto de um jeito que não foi possível traduzir em palavras. Até foi, mas prefiro não tentar. Para este ano, uma única promessa: não prometer. A mim, a ninguém e nem ao blog. Apareço quando der e espero ser mais do que tem sido.

A gente se vê! Feliz Natal, feliz 2012, um ótimo Carnaval.

Até antes da Páscoa! Só não prometo.

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Postado por Laila Hallack às 12:04

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sáb 05

Where dreams are made of

novembro 2011

Antes tarde do que nunca. Nem tão tarde, nem tão cedo. Na hora certa. Um destino clichê, cenário de filmes da sessão da tarde, seriados e do sonho de muita gente. É pra lá que eu vou. A mesma NYC da camiseta que usava como pijama da adolescência sem sequer ter pisado lá. A chance de experimentar e me reinventar. O primeiro passo de muitos que espero dar. Um passo não, um voo. Volto a dar notícias, podem acompanhar!

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Postado por Laila Hallack às 17:35

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qua 02

Moleco Viajante

novembro 2011

Faz uns dias que recebi uma visita especial, quando o tal Moleco Viajante finalmente resolveu aparecer por aqui. Uma surpresa pra lá de boa, não só pelos presentinhos que vem junto (dois Molecos lindos – um a minha cara – e uma caneta ótima!). Abrir o tão conhecido caderno ecológico e passar página por página foi tipo… incrível. E juro que não é exagero. O Moleco já tinha ido para muitos lugares, foi tocado por várias pessoas e veio cheio de desenhos lindos e textos bacanas.

Fiquei apaixonada, mas confesso que passado o encantamento inicial (e as incontáveis vezes que mostrei para minha mãe T-O-D-A-S as páginas já preenchidas) pensei: e agora?! O que eu, que não sei desenhar, não faço poesia desde os meus 13 anos e to numa crise danada de falta de inspiração, vou deixar registrado? Tanta coisa inspiradora que bateu o vazio.

As páginas em branco (na verdade, amareladas – aquela cor legal do bom papel reciclado) ficaram assim por vários dias. Até que, mais uma vez, recebi um dos desenhos do meu irmão. Já faço coleção – ele me presenteia quando to triste, quando me vê conquistando alguma coisa legal no trabalho ou quando simplesmente sente vontade de desenhar. Foi batata! Dei o caderninho para ele.

O riscado abstrato pode parecer assim sem sentido para quem vê à primeira vista. E até são. Mas são inúmeros desenhos assim feitos por ele. Sempre do mesmo jeito: traços parecidos e cores fortes em combinações diferentes. Com tantos que tenho, já até brinquei que dá para montar uma exposição – e se algum artista quiser fazer uma montagem ou juntar tudo num quadro, passa o contato aí!

Na hora de explicar a participação especial, não teve jeito. As cores me inspiram, mas é a presença dele que dá razão à vida de toda a minha família. Ou que tira toda a nossa razão e nos deixa assim tão sensíveis, emotivos, apaixonados, irracionais e completos. Bobos por ele!

O post para registrar a visita do Moleco Viajante também é para dizer, mais uma vez, que o artista que tenho em casa é mais do que especial. Com clichê (adoro falar isso, eu sei) ou sem, o Down mais lindo do mundo é uma figura. Alguém que colore as páginas em branco e um pouco da vida meio cinza que, às vezes, todos nós levamos.

P.S. Muuito obrigada a todos da equipe do Moleco – especialmente você, Vê! E ah, faltou um Minas Gerais na montagem aí de cima, hein?!

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Postado por Laila Hallack às 20:17

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sáb 08

Apenas palavras

outubro 2011

Palavras são apenas palavras. Ai de quem duvidar disso. São todos uns tolos que fazem rimas sobre o luar e o amar. Elas não significam muita coisa. Falar é fácil. Ai de quem questionar isso. São todos uns apegados ao som das mentiras. Elas enganam e iludem. Quem depende delas, está perdido. E não venha me dizer que elas traduzem os sentimentos e o escambau. Palavras traduzem o que é possível ser traduzido. Sem mistério. Nada de abstração. O resto é balela. Não espere versos, declarações, nem um mundo em que as palavras sejam tão importantes quanto os atos. Ninguém quer se dar o trabalho de valorizá-las. Eles aprenderam. Palavras são só palavras. E podem não dizer o que eu realmente queria com elas.

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Postado por Laila Hallack às 02:28

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sáb 08

Autêntico, você?

outubro 2011

Não entendo. Ser autêntico é desfilar ironias e discordar do máximo de coisas? Desde quando a autenticidade de uma pessoa se mede pelo nível das ríspidas verdades ditas? E ainda: quem diabos inventou que procurar aceitar os outros e tentar preservar a boa convivência é sinônimo de falta de atitude? Tenho certeza. Autêntico mesmo é quem não dá a mínima para isso. Ou o contrário: quem dá a mínima e a máxima para os outros. Ser autêntico pode ser tudo, menos ser individualista.

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Postado por Laila Hallack às 02:17

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sáb 08

Sobre o que não foi

outubro 2011

Pedi que não desistisse de mim, mas você não percebeu minhas palavras. Se tivesse sido mais clara, teria sido diferente. Preferi não me expor. Na loucura de uns goles a mais, não soube esperar. E quando você se apressou, fiz questão de afastar tudo que pudesse significar alguma coisa entre a gente. Fui covarde. Você também. O que era apenas uma possibilidade, nem chegou a existir. Só a incerteza ficou entre nós. Não foi suficiente. Não para mim, que passei a sentir mais do que deveria. Disse não querendo dizer sim. Pedi que fosse embora, quando pretendia dizer para que não me deixasse. Não conseguir ser sincera, como você também não foi. Ou foi e realmente não tivesse o que falar. Cansada de joguinhos, quero apenas deixar claro. Eu gostei de você. E você, sinto pensar assim, pode não ter notado.

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Postado por Laila Hallack às 02:03

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dom 25

Falando de moda por aí

setembro 2011

Então corre pra ver a bangunça que eu e as meninas da Duetto fizemos pro Rock in Rio!

Para não dizer que não apareci por aqui… Confiram algumas colunas minhas no Paulínia Vip e um post recente no Duetto Tips!

Moda sustentável e econômica

Existem limites na moda?

Moda em JF: Rock and roll, baby!

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Postado por Laila Hallack às 20:28

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seg 22

Ponto final

agosto 2011

Um ponto final é utilizado de forma tão automática, que nem percebemos a infinidade de pontos que utilizamos todos os dias em todos os textos que escrevemos. E eles não significam nada mais que o fim de uma frase. Numa história, um ponto final ganha contornos bem maiores. Ele vem rápido, pega de surpresa e encerra alguma coisa qualquer. Relacionamentos, empregos, fases. O ponto final te diz que é hora de passar para outra. Com menos força que a exclamação, mas ainda mais categoria que a vírgula.

Ao contrário do ponto final digitado no teclado, o ponto final da vida demora a ser processado. Quando se transforma em reticências, sem perceber, a clareza que deveria vir com seu uso é substituída por uma confusão de ideias. É preciso segurança para encarar um ponto final. Pode demorar. Um mês, seis meses, um ano. Não importa. À medida que o tempo passa, o ponto final parece deixar de existir. Mas enquanto ele não for totalmente apagado, vai sempre te lembrar que está aí. Discretamente, ele insiste: acabou. E ponto.

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Postado por Laila Hallack às 00:34

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seg 08

Para cumprir

agosto 2011

Como toda pessoa metódica, domingo é dia de preparar minha lista “to do” da semana – quase sempre com metade das coisas não feitas da anterior. Hoje foi diferente. Numa tentativa de botar a cabeça no lugar, estabeleci algumas metas que não podem ficar para depois. Podem me cobrar!

1. Saber esperar

2. Não esperar

3. Viver até a última gota

4. Não exagerar na dose

5. Abandonar o passado

6. Entender o passado

7. Pensar menos

8. Agir menos por impulso

9. Cumprir com urgência todas as metas

10. Esquecê-las

Como concilia, hein? Preciso aprender. E rápido.

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Postado por Laila Hallack às 02:05

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sáb 30

Insanidade do amor

julho 2011

Não adianta. A gente pode até dizer ao mundo que não, mas não tem jeito. Gostar de alguém é abrir mão de parte da nossa sanidade. Podemos até defender que “dessa vez será diferente” e, de fato, com o tempo nosso coração fica mais preparado (ou seria armado?). É só ser atingido pela maldita flecha do cupido pra gente esquecer todas nossas teorias e promessas feitas depois da última dor de cotovelo.

O amor e a paixão possuem a incrível capacidade de ativar nosso lado mais irracional. Isso é óbvio. Para se deixar envolver, quanto menos raciocínio melhor. Não é ruim, não mesmo. Infelizmente, a parada boa vem acompanhada de um diagnóstico digno de consultório.

Quando estamos apaixonados, praticamente nos transformamos numa louca expressão do que não se deve fazer e falar numa relação. Coração palpitando? Isso é para os iniciantes e pré-adolescentes. A insanidade do amor é bem mais severa. O estágio avançado inclui pensamentos inconstantes, imaginação fértil, ansiedade aguda e total falta de atenção. Em casos mais críticos, entre os sintomas está a dor física. O cúmulo do absurdo, não? A gente brada por uma vida mais racional, mas ainda insistimos nessa. E caímos, tantas vezes, em situações patéticas. Tem cura?

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Postado por Laila Hallack às 23:19

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